quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bicicletas de Uso Partilhado Começam a Chegar



Vilamoura vai ter disponíveis 20 estações de onde se pode retirar uma bicicleta e seguir caminho. O sistema estará implementado em Julho próximo e promete revolucionar o trânsito de Verão. É que, por uma quantia paga anualmente (e que poderá oscilar entre os 25 e os 30 euros), basta ir a uma estação levantar a bicicleta e seguir viagem até à próxima, sendo os percursos máximos de 30 minutos.

Este é o sistema que a Inframoura, EM, está a implementar e que permitirá transportes disponíveis 24 horas por dia. A ligação a um sistema informático e um chip permitem saber onde estão as bicicletas, que possuem um sistema anti-vandalismo já que cada unidade tem várias peças únicas e uma manutenção permanente. Por isso, qualquer furo é reparado na hora, enquanto o utilizador segue viagem numa outra bicicleta. Esta é uma forma de Vilamoura, uma cidade plana, pôr as pessoas a pedalarem, beneficiando directamente dos 300 dias de sol por ano.

Sempre que uma estação tenha menos de cinco unidades disponíveis, uma carrinha de transportes encarrega-se de repor as bicicletas necessárias à circulação.

Naturalmente, uma iniciativa desta natureza tem custos e o facto de existir assistência permanente implica um dispêndio muito elevado. Daí que a Inframoura vá lançar um concurso público entre empresas de publicidade para que, à semelhança do que sucede com os outdoors, as coberturas de paragens de autocarro, ou os quiosques ou urinóis das grandes cidades, se efectue uma permuta que permita desenvolver este sistema.


Fonte

sábado, 10 de janeiro de 2009

Eléctrica e dobrável





Um estudante vietnamita criou uma bicicleta eléctrica que pode ser dobrada e, segundo ele, carregada numa mochila. A Capella tem uma capacidade de locomoção a 30 quilómetros por hora, com uma bateria com capacidade total de duas horas.
Truong Minh Nhat, que estuda na Universidade de Arquitectura Ho Chi Minh City, afirmou que grande parte dos componentes da bicicleta está disponível no mercado. O objectivo é reduzir o fluxo de trânsito nas grandes cidades e cativar, sobretudo, os adolescentes.
«O design moderno e elegante foi projectado a pensar nos jovens», afirma o criador, que dedicou, durante a sua graduação, «bastante tempo e esforço» na invenção do protótipo. «A inspiração do desenho foi na estrela Capella, da mitologia grega», continuou, justificando a escolha do nome para o modelo.
A montagem da bicicleta foi feita dois dias antes da entrega do projecto à universidade e, agora, o objectivo de Nhat é a redução do peso da Capella para 10 quilos. «O meu registo de patente foi aceite e agora quero melhorar as funções do invento e, em seguida, procurar parceiros comerciais para lançar o produto no mercado», afirmou o estudante vietnamita.

Fonte: Diáriodigital.pt



sábado, 20 de dezembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

Ignorâncias Partilhadas


Ando nauseado por causa da notícia do chumbo da rede de bicicletas partilhadas, não pelos efeitos directos que me traria como utilizador, visto que me desloco de Almada para Lisboa continuaria assim a utilizar a minha própria bicicleta, mas porque este projecto transportaria consigo a criação de meios e possível mudança na legislação do código da estrada, para além da melhoria na eficiência da mobilidade na capital.

Neste mesmo ano mesmo tive a oportunidade de visitar a cidade de Barcelona e presenciar a eficácia do referido sistema que se pretende(ia) implementar por cá e que já faz parte do quotidiano de grandes cidades mundiais , foi até de certa forma também essa experiência que me despertou para uma possível alteração nos meus hábitos, estou assim certo que o sistema de bicicletas partilhadas teria o mesmo efeito sobe muita gente caso fosse implementado.

Mas o que é realmente medíocre são argumentos como: "Passam-se dias sem ver alguém a andar de bicicleta", quando é evidente o aumento de utilizadores de bicicleta na cidade, certamente que o deputado municipal Victor Gonçalves quererá construi uma casa a começar pelo telhado, ou então nunca edificará meios de acessibilidade na via publica e em edifícios para deficientes porque passa dias que não vê nenhum.
Tacanho! Não porque discorda do projecto, mas porque o impugna ausente de sensatez, análise, competência e seriedade.
Aguardemos pelas coerências no dia da “Cidade sem carros” quando o executivo do seu partido estiver na presidência da Câmara de Lisboa.

No que me diz respeito, continuarei a circular com a mesma assiduidade sem abdicar do meu espaço na via e com muito, muito mais vontade!


domingo, 9 de novembro de 2008

Autódromo Activo


Aconteceu no passado domingo (2/11) o "3º Grande Prémio da Actividade Física" do município de Cascais, e à semelhança de outros anos realizou-se no Autódromo do Estoril aonde estive pela primeira vez.
Acho relevante o carácter mobilizador e a consciência colectiva que existe neste tipo iniciativas, para além de me agradar que as instalações e infra-estruturas estejam com maior regularidade ao serviço das populações e que não sirvam apenas uma minoria ocasionalmente. No entanto desejo e defendo que iniciativas desta natureza têm muito mais valor quando realizadas na via pública, sendo este um espaço que lhe pertence e de utilização diária dos cidadãos, pode traduzir neles uma maior eficácia no incentivo para práticas mais regulares ou mesmo diárias.

Algumas fotos do evento:













Os karts KMX da Cenas a Pedal, espantoso a adaptabilidade dos 5 aos 85!


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mudança de Tempo / Tempo de Mudança



Ainda ontem quando cheguei à estação da Transtejo, percorria todos meus bolsos no intuito que estaria por ali o meu cartão de passagens, enquanto isso escutava um sussurrar de vozes onde era perceptível alguns comentários referentes à bicicleta que transportava. Já próximo da conversa levantei a cabeça e sorri em jeito de saudação, eram tês funcionários da companhia que já se vão habituando à minha e talvez outras presenças de bicis no cais de embarque, aproveitando a ocasião questionei acerca da possibilidade de poder transportar a bicicleta no barco fora do período instituído pela impressa no trajecto entre Cacilhas e o Cais do Sodré. Ficou esclarecido então que o poderia fazer desde que a bicicleta entrasse fechada, não exclusivamente no barco mas logo à entrada para a estação. Entendo de certo que este comportamento será para evitar situações constrangedoras entre o acesso de bicicletas com outra tipologia, dando origem a uma dualidade de critérios. Dentro da normalidade dos meus horários e rotinas não sou abrangido pela restrição de acesso, no entanto não deixa de ser uma boa noticia para qualquer eventual necessidade.

O tempo está a mudar em conformidade com a estação, equaciono que terei de usar mais roupa, consequentemente surge maior incómodo de movimentos e possível transpiração. No entanto basta olhar para os países com climas mais frios e perceber que isso não é uma contrariedade. Estive a pensar pelo facto de os mesmos países terem a bicicleta instituída na circulação urbana, contemplados com ciclovia, sinalização e código da estrada adequado, isso retira muita pressão na circulação, ou seja, pelo facto dos ciclistas se encontrarem mais seguros e protegidos poderão gerir melhor a cadência do seu andamento, sem lidarem com o sentimento de concorrência na ocupação do espaço para com os veículos automóveis, portanto uma melhor gestão da velocidade implica menor transpiração.

No entanto enquanto não estamos munidos dessas condições, e até porque parte do meu trajecto implica algum esforço ascendente, decidi por colocar uma grelha e uns alforges para transportar alguma roupa para trocar na chegada ao trabalho. Já não me recordo aonde li mas que o facto de a mesma ir enrolada em vez de dobrada, chega certamente em melhores condições. Pensei ainda que o facto de ficar mais pesada com esta alteração afectaria o desempenho, mas na verdade não é significativo, posso até dizer que ficou com melhor estabilidade nas descidas mais insinuantes.

Continuo a achar que a Rua do Arsenal é vergonhosamente má para se transitar, no entanto não tenho alternativa ás brechas daquela calçada que me faz sentir um martelo pneumático.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"A gênese das bicicletas"
Gabriel García Marquez


“Quando o homem conseguiu colocar pedais em seu próprio equipamento, inventou a bicicleta. Não fez nada mais que isso, pois nem sequer as rodas eram indispensáveis. As rodas já existiam, em alguma parte do mundo, à espera de que os homens aprendessem a mover os pés no ar, enquanto descansavam comodamente sentados em seu centro de gravidade. O selim? Não. Tampouco era indispensável o selim. Foi inventado mais tarde, quando se descobriu que era necessário proteger o centro da gravidade da fricção contínua. Logo surgiu o guidom. O homem poderia existir indefinidamente sem ele, porque a terra era redonda e teria podido dirigir-se a qualquer lugar apenas mantendo a direção inicial. Mas quando surgiu um homem que quebrou a cabeça para inventar a bicicleta, houve outro que quebrou a sua para inventar as esquinas. E então o guidom se tornou necessário, indispensável.
Uma vez que o homem descobriu o profundo senso locomotor de seu equilíbrio, tinha ganhado já a primeira batalha contra o tempo e o espaço e havia descoberto um novo sistema para driblar a morte. Mas não se contentou com isso. E o grave começou precisamente quando essa inconformidade sofreu sua crise e o que a princípio foi uma simples diversão converteu-se em válvula de escape para sua vaidade. Foi então quando Adão atravessou o paraíso sentado sobre uma idéia, movendo os pés para fazer girar um pedal metafísico, e Eva não pôde compreender racionalmente o princípio físico de que se serviu seu companheiro para se deslocar no espaço sem tocar o chão. Várias vezes esforçou-se Adão para conseguir que Eva desse um salto no ar, já com uma noção precisa de seu centro de gravidade, e passear pela grama dos caminhos do paraíso terrestre, sentada a meio metro de altura. O trágico episódio da maçã pôs fim à experiência, mas a idéia sobreviveu e foi sendo transmitida de geração a geração, até o instante em que alguma mulher conseguiu convencer seu marido de que toda idéia prática que aceitasse o clima do cérebro humano era suscetível de ser montada sobre um parafuso. E o marido obedeceu. E subiu ao ar e marcou no espaço um ponto em torno do qual poderiam girar seus pés sem grande esforço. E ali colocou o primeiro parafuso.
Desde logo o que se seguiu foi uma conseqüência lógica, visto que já existia um ponto de referência para continuar dando à idéia primitiva uma qualidade ponderável. No entanto, quando aquela laboriosa atividade foi concluída, a mulher ainda não era capaz de desfrutar as vantagens do novo invento, pela razão elementar de que, não tendo concebido a sua noção, para ela o instrumento era inútil. A engrenagem metálica, as rodas e o selim continuariam sendo tão inoperantes como o eram antes de existir enquanto a mulher não compreendesse que aquilo não era realmente um veículo, mas simplesmente uma idéia projetada no espaço para facilitar sua compreensão. E como o tempo passou e com o tempo a paciência do homem para conseguir que sua mulher aprendesse a aproveitar as inumeráveis vantagens do centro de gravidade, o diligente inventor tomou uma nova iniciativa. Se a mulher não conseguia sentar-se sobre seu próprio equilíbrio, só restava um recurso; sentar simultaneamente a mulher e o equilíbrio. E assim nasceu o triciclo.
Mais tarde o novo objeto tornou-se tão elementar que se converteu numa diversão para as crianças. A mulher sentiu-se envergonhada e fez novos esforços para aprender a manobrar a bicicleta. Mas outra vez, e quem sabe para sempre, foram inúteis todos os seus esforços. Ao homem só restava uma esperança; saber se seu equilíbrio era indivisível, pessoal e intransferível. E quando descobriu que não o era, seu problema ficou momentaneamente resolvido, porque havia conseguido que a mulher não se sentasse sobre seu próprio centro de gravidade, mas no centro de gravidade do homem. E estava inventada a bicicleta de dois lugares.
E assim, de descobrimento em descobrimento, a mentalidade humana foi evoluindo, projetando-se até novas formas de vida, até quando os mortais, cansados de pedalar pelo mundo, conseguiram desvincular a bicicleta do movimento. E inventaram a cadeira.”

Gabriel García Marquez, junho de 1950, tirado de Textos Caribenhos, o primeiro livro da sua obra jornalística.
Fonte http://interpretar.wordpress.com

sábado, 4 de outubro de 2008

PortalDoTrapalhão


Atendendo ao sentido depreciativo desta notícia, fica o juízo de como o Portal do Cidadão interpreta a circulação da bicicleta:

“A construção desta infra-estrutura tem como objectivo disciplinar o tráfego de bicicletas nesta zona e resulta de um protocolo entre a autarquia lisboeta e a Administração do Porto de Lisboa”.

Sim, o tráfego de bicicleta tem que ser disciplinado afim de controlar esse flagelo da mortandade das estradas portuguesas causado pela utilização da bicicleta. Que desatento anda o poder politico com a alteração à “Lei das Armas”, quando são os utilizadores da bicicleta uns indisciplinados.